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Opinião do Curso Jurídico sobre a prova objetiva do 1º Exame de Ordem 2010
 
Queridos alunos e alunas do Curso Jurídico,

Sentimos a necessidade de partilhar com vocês o sentimento de frustração que assolou muitos bacharéis depois da prova do 1.º Exame de Ordem de 2010, aplicada neste último domingo, dia 13 de junho.

A par do alto nível de exigência, considerada por muitos professores a prova objetiva mais difícil de todos os tempos, pode-se perceber que as questões foram formuladas para garantir um pequeno índice de aprovação, abordando temas incomuns aos exames anteriores. Nesta prova, o Cespe mudou o foco, é fato, mas também resolveu imprimir um perfil surreal ao advogado que considera habilitado a militar, exigindo-lhe conhecimento que se passa em nível de pós-graduação ou demandado em concursos públicos, diga-se, dos mais concorridos.

Abordaram-se temas impróprios, como decreto de antanho em direito ambiental e outros que certamente serão objeto de recursos, como a questão de direito previdenciário na área de tributário. De outro lado, deixou-se de avaliar conhecimento fundamental ao exercício da advocacia.

Seguramente, essa prova não se afigura criteriosa. Mas qual foi o motivo?  Quiseram reforçar o filtro em virtude de ter sido aberta aos acadêmicos dos 9.ºs períodos, aumentando consideravelmente o número de candidatos? Quiçá o Cespe, acima da OAB, pretende selecionar futuros ADVOGADOS que preencham requisito da experiência jurídica própria de ministros, obrigatoriamente dotados do “notável saber jurídico”?

Lamenta-se o equívoco! O degrau que os bacharéis buscam alcançar para obter a famigerada carteira profissional não é dessa altura, mas apropriado ao passo que pretendem dar, o primeiro do início de sua carreira profissional.
Saibam, todos vocês que se esforçaram e estudaram muito para este primeiro Exame de Ordem de 2010, que é vitorioso tanto aquele que meritoriamente alcançou a pontuação para seguir à segunda fase, quanto àquele que ficou aquém do mínimo exigido.

A palavra agora é: não esmoreça. Essa prova não mediu sua preparação e a equipe do Curso Jurídico, em coro com demais profissionais do Brasil, está avaliando possíveis questões a serem anuladas e torcendo por você.

No entanto, se necessário for, reinvente-se, continue firme no seu objetivo e, acima de tudo, não se permita desanimar. Conte com nosso apoio, carinho, dedicação, porque o seu sucesso é também nosso sucesso.

CURSO JURÍDICO

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OPINIÃO DOS PROFESSORES

Definitivamente este foi o exame mais complicado e peculiar da história da parceria CESPE-OAB. Sou um professor extremamente preocupado com meus alunos, principalmente os que prestam o Exame de Ordem e estou triste, desapontado e frustrado com a posição do examinador.

Pergunto-me porque fazer uma prova não condizente com a realidade jurídica de nossos recém-formados?

Digo isso porque uma das obrigações que me sinto no dever de fazer como professor é analisar as provas do CESPE-UNB. Não só as da OAB. Todas as provas que caem Processo Penal são minuciosamente analisadas. E qual foi a minha surpresa? Este exame não retratou a postura que sempre me agradou nas provas CESPE. Uma prova bem elaborada e com atualidades.

O que mais me desaponta é acontecer isso justamente com o Exame de Ordem. Talvez os atuais examinadores não saibam que este é um momento importantíssimo na vida do candidato. O Exame em si já gera uma pressão enorme no aluno. A sociedade pressiona, a família que quer ver o investimento de uma faculdade retratada com a aprovação, os amigos que equiparam o Exame com uma simples verificação e a pressão do próprio aluno que se sente o pior ser humano do mundo, que com a reprovação, vê seu esforço todo de 5 anos mais cursinho ir por água baixo.

Um capricho desnecessário e desumano do Examinador.

A vida infelizmente tem momentos cinzas. E esse é um desses. Um obstáculo cruel, infeliz e triste.

O momento agora é de olhar adiante. Olhar com a cabeça erguida. Olhar com postura de um verdadeiro gladiador. De um guerreiro. Essa prova foi uma batalha onde o examinador usos subterfúgios que não poderiam ser usados.

Lembro-me de alguns momentos em minha vida que me senti muito triste. Decepções nos trazem uma angústia muito grande. Ficamos sem chão, perdemos a esperança, temos vontade de mudar o caminho, descontamos nas pessoas mais queridas. Mas nossa humildade pode nos ajudar nesse momento. Talvez não saibamos porquê isso aconteceu. O que definitivamente sei é que as lamentações, os rancores nos deixarão exatamente do jeito que o examinador quis.

Quantas vezes a tristeza de hoje foi a alegria de amanhã?

Vamos lutar! Vamos usar toda aquela força que todos nós temos. Quando estou triste procuro fazer algo que me faz bem. Ouço música, vou pra minha aula de percussão, corro na praia ou então sofro tudo que tenho que sofrer num dia para acordar no dia seguinte dando o meu bom dia mais feliz do mundo. Sei que o pior é todo dia ficar remoendo a tristeza dentro de nós.

Vamos fazer o contrário!

Nos reerguermos de esperança, de esforço, de mais estudo. Uma prova dessas não será capaz de tirar nosso maior valor. Nossos sonhos. Se nos indagarem sobre a prova tenhamos amor para responder: “Foi complicada, fizeram uma prova difícil, mas eu vou lutar e continuar tentando.”

Sinônimo de felicidade não é essa prova. Sinônimo de felicidade é a luta diária e saber levantar das adversidades da vida.

Concluo, com sábias palavras do líder negro, defensor dos Direitos Humanos, Martin Luther King:

“É melhor tentar, ao invés de sentar-se e nada fazer;

É melhor falhar, mas não deixar a vida passar;

Eu prefiro na chuva caminhar, do que em dias tristes em casa me esconder;

Prefiro ser feliz, embora louco, do que viver infeliz em são conformismo.”

Bjos, abraços e solidariedade do amigo,

Prof. Bello

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“O que queremos de nossos advogados?”

por Marcelo Lebre

 Competência, dedicação, seriedade (...); são estes, a meu ver, os principais atributos que um profissional deve cultivar para ser um bom advogado. É certo que o número de militantes nas diversas áreas do Direito é cada vez maior, mas o mercado sempre será receptivo para aqueles que perfilham daquelas características.

Qual então o melhor critério para valorar tais caracteres e dizer se alguém está (ou não) apto a ingressar nos quadros de nossa querida Ordem dos Advogados? Certamente não seria por meio do “exame criminológico” (tão conhecido de nós penalistas...), onde a valoração é permeada por um rechaçável índice de subjetividade do avaliador. E, ao que me parece, também não é por meio de uma prova carreada de “pegadinhas” e que demande um verdadeiro “processo de memorização” por parte do avaliando que se conseguirá atingir tais fins. NÃO QUEREMOS ADVOGADOS COM BOA MEMÓRIA apenas, mas sim advogados dedicados, que amem aquilo que faz.

Neste passo, envio a presente mensagem aos queridos alunos do Curso Jurídico que realizaram esta última prova de Ordem (2010.01), para dizer-lhes que TODOS VOCÊS SÃO VITORIOSOS. Esta foi, sem sombra de dúvidas, uma das piores (e frise-se: não estou usando o termo “mais difícil”) provas elaboradas por uma banca que, há muito  tempo, já demonstrou sua insuficiência na valoração de nossa classe profissional. Esteja você entre o rol dos aprovados ou não, tenha certo em sua mente que eu, e todos os demais colegas do Curso Jurídico, sabemos de sua competência, dedicação e seriedade.

Estamos juntos, contem conosco, e nos vemos em breve.

Cordial abraço,

Prof. Lebre
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